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Toxicodependência

A definição de toxicodependência basicamente assenta na procura e uso compulsivo de uma substância susceptível de criar dependência, independentemente das consequências negativas no âmbito social, psicológico e físico. Embora nem todas as pessoas que usem drogas se tornem dependentes, muitas delas acabam mesmo por se tornar. Vários milhares de pessoas morrem todos os anos devido às drogas. No passado, acreditava-se que a toxicodependência somente se aplicava àqueles que precisavam de usar as drogas e o álcool de forma diária. Também se pensava que somente aqueles que sofriam dos efeitos ou sintomas do “desmame” (como vómitos e tonturas), quando paravam de usar as drogas, eram de facto toxicodependentes. Outra crença comum era que a toxicodependência somente acontecia aos pobres, desempregados e afins.

Estas crenças estão obviamente erradas. Muitos toxicodependentes não usam as drogas ou consomem álcool diariamente e não necessitam de sofrer sintomas físicos quando deixam as mesmas. Na realidade, uma grande maioria de toxicodependentes têm um emprego e parecem estar a funcionar normalmente para os que os rodeiam.

As mais recentes pesquisas científicas especulam que algumas pessoas podem estar mais sujeitas à toxicodependência do que outras, e que podem existir genes que fazem com que haja um predisposição para a dependência.

De acordo com o DSM-IV-TR a Toxicodependência está associada a perturbações relacionadas com substâncias diagnosticada em função de vários critérios, os critérios que se seguem são alguns que devem ser tidos em consideração e caracterizam a dependência de substâncias enquanto doença (OMS).

I- Tolerância à substância psicoactiva que consiste na necessidade de aumentar o consumo da substância a fim de atingir o efeito desejado ou a diminuição acentuada do efeito através da utilização continuada da mesma quantidade da substância. As doses e a frequência do consumo tendem a intensificar-se e/ou aumentar.

II- Síndrome da Abstinência, comummente conhecido como ressaca e deve-se à supressão ou à diminuição do consumo da substância psicoativa que pode dar lugar a sintomas de privação. Sintomas desagradáveis e muitas vezes dolorosos que impelem o individuo ao consumo na busca do alívio imediato.

III - Desejo persistente em diminuir ou reduzir o consumo da substância. Apesar de vários esforços o individuo dispensa uma atenção excessiva aos efeitos da substância e ao consumo. Perda do controlo associada à inaptidão de limitar consistentemente a frequência do consumo, a quantidade consumida e as consequências do comportamento na sua vida; saúde, família, profissional, financeira e legal. Por exemplo, na família de um individuo dependente todos os membros são afetados, incluindo as crianças.

O Tratamento passará por um período de internamento que tem como objetivo inicial a estabilização física do indivíduo, controlando o síndrome de abstinência, tornando o dependente funcional, sem sofrimento físico. Após o período de Desabituação serão desenvolvidos mecanismos de Prevenção de recaída que permitam ao doente viver uma vida plena sem o consumo de substâncias.